Quando a Morte Chega
- Marcel Oliveira
- 1 de abr. de 2020
- 1 min de leitura

Ó Tu Morte pouco compreendida
Louvo a tua beleza e a tua perfeição
Poucos compreendem que morrem todos os dias
Poucos entendem que teu abraço final é redenção.
Vivo a vida que me proponho viver
Viver e morrer é uma coisa só
Morte tu és a vida além da vida
De ti, não escapa nem os mais brilhantes sóis
Neste momento de terror na humanidade
Rogo que leves quem apenas chegou a hora
Pois sei que tu és a soberana do tempo
Que só tu e deus sabem se irei contigo daqui há anos ou agora
Morte, anjo de deus que a tudo toca
Nos dê a chance de lhe mostrar que somos dignos de viver nesta dolorosa hora
Porque mais dia menos dia
Lhe abraçaremos para vivermos em outros campos com a verdadeira Luz da Glória.
Francisco Falerius, eu gosto muito de Augusto de Campos e em homenagem a ele e a você, deixo aqui uma de minhas poesias prediletas dele.
O Vivo
Não queiras ser mais vivo do que és morto. As sempre-vivas morrem diariamente Pisadas por teus pés enquanto nasces. Não queiras ser mais morto do que é vivo. As mortas-vivas rompem as mortalhas Miram-se umas nas outras e retornam (Seus cabelos azuis, como arrastam o vento!) Para amassar o pão da própria carne. Ó vivo-morto que escarnecem as paredes
Queres ouvir e falas. Queres morrer e dormes. Há muito que as espadas Te atravessando lentamente lado a lado Partiram tua voz. Sorris. Queres morrer e morres.
Anda lendo AUGUSTO DE CAMPOS , não é sabichão???